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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Edital SEDAC - FAC RS – 04 Milhões para a Cultura

Esse edital é para artistas de todas as querências do nosso Rio Grande:




Inscrições Abertas para Edital do FAC

O Edital SEDAC nº 11/2013 - Desenvolvimento da Economia da Cultura para Sociedade Civil é o primeiro lançado de um conjunto de 7 editais que totalizam 10 milhões de reais previstos para 2013.

O valor total disponível para financiamento a projetos culturais para este Edital é de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), aumentando o valor com relação ao edital do ano anterior (Edital SEDAC nº02/2012 de R$ 3.3 mi).

A orientação do edital por finalidades do processo criativo amplia as possibilidades de concepção dos projetos, estimulando a transversalidade entre áreas e segmentos culturais e reforçando o conceito de Economia da Cultura.

Finalidades:

Apoio à Produção e Inovação;
Apoio ao Registro e à Memória;
Apoio à Circulação;
Apoio à Programação Continuada em Espaços Culturais e
Apoio à Indicadores, Pesquisa e Capacitação.

Veja quais são as finalidades e confira no edital os objetivos específicos de cada uma delas: http://www.procultura.rs.gov.br/uploads/1376147015edital_dec.pdf

Link para acessar o Edital SEDAC nº 11/2013 - Desenvolvimento da Economia da Cultura para Sociedade Civil: 

O período de inscrições inicia hoje, dia 27/08 e vai até o dia 10 de outubro. 
Participe! 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

IEACEN convida classe artística do RS para reunião dia 09 de Setembro




O Instituto Estadual das Artes Cênicas do RS convida artistas, técnicos e produtores para participar da reunião à se realizar no dia 09 de setembro, às 09 horas, na sala C2 da Casa de Cultura Mario Quintana.
A pauta é a participação social na gestão compartilhada das políticas culturais para a cultura, através dos colegiados setoriais.

A reunião será dividida em dois momentos. No primeiro, será apresentado a estrutura do Sistema Estadual de Cultura e a função dos colegiados setoriais como mecanismo de participação social, com espaço para questionamentos e debate sobre o tema.
No segundo momento, os colegiados setoriais de circo, dança e teatro se reunirão com seus pares, para deliberar sobre eleição dos novos delegados, à ocorrer em data que será definida nesta reunião.

O IEACen está promovendo ações que tem como um dos principais objetivos fomentar a participação da comunidade artística na gestão das políticas públicas voltada para as artes cênicas. Esse movimento é parte de uma novo modelo de gestão da cultura, e é para abordar este tema que estamos fazendo estas reuniões.

Primeiro, é importante considerar que o histórico da gestão pública na área da cultura é de descontinuidade, ficando esta dependendo da boa vontade do gestor. Em síntese, vamos resumir a importância deste momento, e da participação da sociedade civil em dois pontos:

  • Primeiro, o Sistema de Cultura consolida uma política cultural de Estado, e não de governo, ou seja, os futuros gestores terão que seguir as diretrizes apontadas pelos planos de cultura – e o plano setorial das artes cênicas será criado neste segundo semestre.
  • Segundo, a gestão deste Sistema de Cultura é feita de forma compartilhada entre o Poder Público e a sociedade civil. Com isso, os agentes culturais, artistas, e a sociedade como um todo, tem espaços institucionalizados para a participação, atuando como instâncias de consulta, participação e controle social das ações promovidas pelos órgãos do governo.

Fizemos então, mais um vez, um convocação para que a comunidade participe das reuniões e esteja mais próximo do Instituto, para esta gestão compartilhada das políticas culturais para as artes cênicas.

Fonte:
http://ieacen.wordpress.com/

Maiores informações:
IEACen: Casa de Cultura Mário Quintana - rua dos Andradas, 736/2º andar/sala 11 - Porto Alegre
Fone: (51) 3221 2253
E-mail: ieacen.rs@gmail.com

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Recomendo no RJ: 05 anos de Questão de Crítica

Pra quem estiver no RJ essa semana, fica a dica:


Sobre Questão de Crítica:
A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Com edições mensais e atualização constante, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

A revista foi idealizada pela  pesquisadora, tradutora e crítica de teatro Daniele Avila juntamente com teórica do teatro e crítica Dinah Cesare e tem entre seus colaboradores  o escritor e roteirista Humberto Giancristofaro.



Oportunidade: SELEÇÃO PARA PROFESSOR SUBSTITUTO EM HISTÓRIA E TEORIA DO TEATRO, UFPel (PELOTAS/RS)



A titulação exigida é: Graduação (bacharelado ou licenciatura) na área de Artes Cênicas ou Teatro e Mestrado em campos do conhecimento compreendidos nas macro-áreas do CNPq em Linguística, Letras e Artes e das Ciências Humanas/Humanidades.
As inscrições vão do dia 19/8 ao dia 28/8.
Por favor ajudem a divulgar!

Link para o edital:

domingo, 18 de agosto de 2013

Ensaio: Sobre ser atriz e produtora


Carolina Garcia e Marcelo Aquino em Encantadores de Histórias (Grupo Caixa do Elefante - Porto Alegre)


Sobre tentar ser atriz e produtora.
Reflexões sobre a profissão do artista

Meu desejo não é ser produtora, mas percebo que muito do reconhecimento que tive enquanto atriz esteve ligado aos meus esforços enquanto produtora. Você me entende?

Primeiro, tive 04 anos de treinamento intenso e aprendizagem, onde não fazia teatro em si: não apresentava peças, mas treinava todo o dia das 9h30m da manhã até 10h da noite. Treinava Lecoq, acrobacia... Lia Grotowiski, Barba, pesquisadores brasileiros; via peças, participava do Porto Alegre Em Cena como espectadora e aluna. Fazia muitas oficinas, ensaiava os trabalhos dentro do DAD (Departamento de Arte Dramática da UFRGS), escutava os professores, escrevia sobre o processo...

Passado esse período, ao me formar em Artes Cênicas, precisava, queria atuar em espetáculos, ser atriz. Então corri atrás para colocar meu monólogo Confesso que Capitu na roda. Produzia, divulgava, continuava ensaiando e não parava de aprimorar o trabalho. Também dava aula de teatro para ganhar um troco e pagar as contas. Pois nem sempre a peça rendia grana. Mas tava na roda. A partir dessa peça, muitas pessoas me convidaram para atuar em outras peças, mas não ganhava dinheiro nenhum. Então comecei a vender mais a Capitu e o Teatro Empresarial que realmente me rendiam alguma coisa.

Não deixei de ser atriz em nenhum momento, mas durante muito tempo tinha medo de virar uma produtora. Até que vi uma grande atriz, Carol Garcia, quiçá a melhor de minha geração: canta, dança, sapateia, emociona, treina, é maravilhosa, e uma pessoa incrivelmente generosa, ganhar 02 prêmios: melhor atriz e melhor produtora, pelo trabalho "Os Encantadores de Histórias" e aquilo pra mim foi uma aprendizagem: ela não deixou de ser atriz ao assumir a produção da Cia Caixa de Elefante naquela peça, ela apenas passou a exercer duas funções com o mesmo brilho e competência com que atuava.

O tempo do ator é o tempo da verdade, o tempo da planta, você não faz uma árvore em 15 dias, o processo leva etapas. Você precisa construir a verdade, se apropriar de uma técnica, aprende aos poucos a se comunicar com o público. O tempo do ator é o tempo do empirismo, de todas as sensações ao mesmo tempo, o tempo do agora, nem antes nem depois.

Por outro lado, o tempo do produtor é sempre o amanhã: o próximo projeto, o próximo edital, o próximo material a enviar, o próximo contato a fazer. Às vezes, esse tempo se transforma em 05 minutos. 05 minutos para terminar tal projeto, ler tal edital, enviar material, etc. Se está quase sempre na corda bamba, se vai atrás de autorizações, se autentica declaração em cartório. É tanta coisa que não dá nem para acreditar! Por outro lado, o artista geralmente só trabalha quando o produtor chama. E o produtor não para de trabalhar nunca, está sempre “inventando” e “reinventado” seu trabalho. O ator também, mas a questão é que se não tiver a iniciativa, a busca, o “cavoucar” do produtor, nem sempre as coisas acontecem.

Foi isso que me levou a tentar trabalhar também com produção. Meu desafio agora é não “surtar” com o Alvará que demora, é entender que o Banco vai demorar a abrir a conta e que a internet pode falhar com os documentos em arquivo zip. Às vezes é acreditar que toda essa burocracia é para a cena. Porque a cena é mais importante, ela é o milagre, é por ela que estou fazendo isso tudo.

Espero ter força, sorte, disciplina e crescimento para lidar com isso, aprender a respirar dentro dessa situação. Pois quero seguir trabalhando como atriz com outras companhias e manter minhas produções.

Escrevi esse texto quando comecei a sentir a necessidade de me organizar melhor enquanto atriz e produtora.
                                                                            Elisa Lucas
 Porto Alegre, 7 de maio de 2010.